Tem épocas da vida que são mais difíceis do que outras. Sei, meio clichê dizer isso, mas acho que a vida é assim (e também cheia de obviedades e imprevistos). No final fico achando que, no fundo, mas bem lá no fundo, a gente sabe das coisas. Até mesmo desses imprevistos. Tudo isso porque esses tais imprevistos, mesmo que eles sejam apenas hipóteses na nossa cabeça, ou no nosso viver, eles existem, não é? E é isso que me leva a pensar que eles não são tão imprevistos assim. E aqui me ocorreu Estamira: "Tudo o que é imaginário tem, existe, é".
Digo essas coisas porque os fatos não acontecem por si só. Eles vão se formando, se organizando, se estruturando até o momento em que, bum, explodem e nos tocam de uma forma ou de outra. E aí é um Deus nos acuda, um corre-corre, um salve-se quem puder. Tudo porque não estamos preparados pra viver o que a gente vive. A vida não vem com cartilha e, por mais que a gente crie um escudo, e se prepare para toda e qualquer situação, é impossível não sentir quando vivemos aquilo que não gostaríamos de viver.
Agora, recolhendo os cacos, observando as partes, desviando das interferências e pensando os próximos capítulos, vejo o quanto já errei, o quanto já me enganei e também o quanto já me precipitei. É triste, um tanto melancólico, mas fica o aprendizado. Sinto o amadurecimento, me sinto humano.
segunda-feira, 28 de outubro de 2013
domingo, 20 de outubro de 2013
Lua em Gêmeos
Tenho uma coisa dentro de mim, um sentimento que mistura pertencimento e exclusão. E esse sentimento é bom, e também ruim. Bom porque me deixa à vontade pra circular em qualquer lugar, entre qualquer gente, entre qualquer sintonia. Ruim porque, volta e meia, me deixa como um peixe fora d'água, como um ser que procura umidade e só encontra mangue seco.
Sei, isso que digo todo mundo deve sentir de vez em quando. O que me parece, no entanto, é que a minha versatilidade deixa as pessoas confusas, com dificuldade de me enquadrar em algum estereótipo pré-concebido. Afinal, que guri é esse? Que faz mestrado em Engenharia e que também faz graduação em Biblioteconomia? Que é quieto e que também é falante? Que faz mil coisas e que também parece não fazer nada? Que é lento e que também é rápido? Que gosta do dia e que também gosta da rotina dos bares? Que se aventura e que também tem medos? Que gosta da simplicidade e que também gosta da elegância? Que tem posicionamentos e que também não deixa bem claro a preferência política, sexual, religiosa?
Curioso é que também não sei dizer o que me fez ou faz assim. Sei, no entanto, reconhecer que talvez essas incógnitas sejam aquilo que me faz querer viver, aprender e experimentar mais. Pra fazer a vida mais feliz, completa, serena, tranquila.
Sei, isso que digo todo mundo deve sentir de vez em quando. O que me parece, no entanto, é que a minha versatilidade deixa as pessoas confusas, com dificuldade de me enquadrar em algum estereótipo pré-concebido. Afinal, que guri é esse? Que faz mestrado em Engenharia e que também faz graduação em Biblioteconomia? Que é quieto e que também é falante? Que faz mil coisas e que também parece não fazer nada? Que é lento e que também é rápido? Que gosta do dia e que também gosta da rotina dos bares? Que se aventura e que também tem medos? Que gosta da simplicidade e que também gosta da elegância? Que tem posicionamentos e que também não deixa bem claro a preferência política, sexual, religiosa?
Curioso é que também não sei dizer o que me fez ou faz assim. Sei, no entanto, reconhecer que talvez essas incógnitas sejam aquilo que me faz querer viver, aprender e experimentar mais. Pra fazer a vida mais feliz, completa, serena, tranquila.
domingo, 6 de outubro de 2013
agora eu era (e ia)
e vou. e sou. um emaranhado de pensamentos, um vazio qualquer. sem saber o que dizer, ou fazer.
vê? tô bem aqui, sim.
segunda-feira, 23 de setembro de 2013
Delicadezas
"E desde então, sou porque tu és
E desde então és
sou e somos...
E por amor
Serei... Serás... Seremos..."
[Pablo Neruda]
Lindo, né?
E desde então és
sou e somos...
E por amor
Serei... Serás... Seremos..."
[Pablo Neruda]
Lindo, né?
sábado, 14 de setembro de 2013
Todas as boas palavras estão pálidas de exaustão
Não gosto de ficar reclamando da vida. Isso porque, de fato, acho que tive muita sorte em muitos aspectos. Assim, a cada vez que penso na minha falta de fortuna ou nas desgraças que me acontecem, fico pensando também no tudo aquilo que tive e tenho sem nem muito desejar ou me esforçar. Não que isso resolva, mas, sim, ameniza.
O fato é que, mesmo com essa mania de minimizar os fatos, tenho andado cansado de muita coisa. E isso é horrível, pois me leva a uma sensação de burrice, fraqueza e desilusão. Volta e meia, me pergunto: de que vale tratar bem a quem não te trata? De que vale se preocupar com quem não se preocupa contigo? De que vale querer a quem não te quer? De que vale amar a quem não te ama?
Sei, é doloroso pensar assim. Também sempre digo que as pessoas dão às outras apenas aquilo que elas conseguem. Não por opção, mas devido a seu próprio jeito de ser, suas histórias, seus traumas, suas dores, seus amores. No fim, não há escolha. Acredito que a saída seja encontrar um jeito de conviver com os outros (e consigo) de uma forma que todos fiquem bem.
Mas e quando pessoas próximas a ti não conseguem isso? Tem como não sentir? Não sofrer? Esquecer?
Qual foi a pior coisa que já te disseram?
O fato é que, mesmo com essa mania de minimizar os fatos, tenho andado cansado de muita coisa. E isso é horrível, pois me leva a uma sensação de burrice, fraqueza e desilusão. Volta e meia, me pergunto: de que vale tratar bem a quem não te trata? De que vale se preocupar com quem não se preocupa contigo? De que vale querer a quem não te quer? De que vale amar a quem não te ama?
Sei, é doloroso pensar assim. Também sempre digo que as pessoas dão às outras apenas aquilo que elas conseguem. Não por opção, mas devido a seu próprio jeito de ser, suas histórias, seus traumas, suas dores, seus amores. No fim, não há escolha. Acredito que a saída seja encontrar um jeito de conviver com os outros (e consigo) de uma forma que todos fiquem bem.
Mas e quando pessoas próximas a ti não conseguem isso? Tem como não sentir? Não sofrer? Esquecer?
Qual foi a pior coisa que já te disseram?
segunda-feira, 26 de agosto de 2013
Não há amor sozinho
Gosto do que me acrescenta. Daquilo que faz pensar, mudar, refletir. Gosto do que é diferente, oposto, avesso. Daquilo que nunca pensei, daquilo que nunca senti, daquilo que nunca imaginei.
Há quem me ache cabeça. Como se fosse daqueles que só gostam de coisas cultas, barrocas, branquelas. Mas simplismos não me servem, me deixam sem espaço, sem água. Gosto do que me transforma, seja de onde vier. Dos filmes, dos palcos, das músicas. Pode ser da cozinha também, acompanhada do cheiro da cebola, sob as músicas do Roberto. Acho fantástico.
Gosto das conversas calmas, longas, pausadas. Gosto dos detalhes, das histórias incríveis. Gosto das lembranças, dos cheiros, dos sabores. Gosto do enredo. Gosto das pessoas. Gosto dos sentimentos e das experiências que me fazem amplo, completo, sereno.
E você?
Há quem me ache cabeça. Como se fosse daqueles que só gostam de coisas cultas, barrocas, branquelas. Mas simplismos não me servem, me deixam sem espaço, sem água. Gosto do que me transforma, seja de onde vier. Dos filmes, dos palcos, das músicas. Pode ser da cozinha também, acompanhada do cheiro da cebola, sob as músicas do Roberto. Acho fantástico.
Gosto das conversas calmas, longas, pausadas. Gosto dos detalhes, das histórias incríveis. Gosto das lembranças, dos cheiros, dos sabores. Gosto do enredo. Gosto das pessoas. Gosto dos sentimentos e das experiências que me fazem amplo, completo, sereno.
E você?
segunda-feira, 19 de agosto de 2013
Um sonho igual ao teu
Adianta manter aquilo que te sacia mas que não te dá prazer? Adianta a esperança que te leva a pensar que o prazer idealizado pode virar realidade?
Uma das coisas que aprendi na vida é que a gente não pode exigir das pessoas aquilo que elas não podem nos dar. Veja bem, isso não é, necessariamente, um pensamento de absoluto conformismo. Acho que podemos demonstrar nosso descontentamento com isso ou aquilo, ou o prazer que possivelmente sentiríamos se acontecesse o nosso desejo, mas isso não muda, de imediato, muita coisa. Não é? A mudança, ou a nossa realização, muitas vezes, não depende só da gente. Há o outro. E seus interesses, seus dramas, seus traumas, suas histórias, suas dores, seus prazeres.
No fim, somos nós contra nós mesmos. E é aí que pergunto: Até que ponto você sabota a sua felicidade?
Que linha liga o teu coração ao meu?
Uma das coisas que aprendi na vida é que a gente não pode exigir das pessoas aquilo que elas não podem nos dar. Veja bem, isso não é, necessariamente, um pensamento de absoluto conformismo. Acho que podemos demonstrar nosso descontentamento com isso ou aquilo, ou o prazer que possivelmente sentiríamos se acontecesse o nosso desejo, mas isso não muda, de imediato, muita coisa. Não é? A mudança, ou a nossa realização, muitas vezes, não depende só da gente. Há o outro. E seus interesses, seus dramas, seus traumas, suas histórias, suas dores, seus prazeres.
No fim, somos nós contra nós mesmos. E é aí que pergunto: Até que ponto você sabota a sua felicidade?
Que linha liga o teu coração ao meu?
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