sexta-feira, 1 de junho de 2012

Você percebe o maestro?

Assistindo a esses dias a OCTSP - Orquestra de Câmara do Teatro mais bonito daqui - foi que me dei conta que nenhum daqueles que estavam lá tocando prestavam atenção no maestro.

Não por nada, mas por concentração em seu próprio instrumento, por concentração em seu próprio som.

Foi aí que fiquei pensando que eles percebem a presença - e não os gestos. E achei bonito isso. Porque nem sempre a gente precisa olhar pra sentir. Nem sempre a gente precisa ouvir pra saber. Nem sempre a gente precisa ver pra lembrar.

Não é?

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Diga:

"Deve-se escrever da mesma maneira como as lavandeiras lá do Alagoas fazem seu ofício. Elas começam com uma primeira lavada, molham a roupa suja na beira da lagoa ou no riacho, torcem o pano, molham-no novamente, voltam a torcer. Colocam o anil, ensaboam e torcem uma, duas vezes. Depois enxáguam, dão mais uma molhada, agora jogando a água com a mão. Batem o pano na laje ou na pedra limpa, e dão mais uma torcida e mais outra, torcem até não pingar do pano uma só gota. Somente depois de feito tudo isso é que elas dependuram a roupa lavada no corda ou no varal, para secar. Pois quem se mete a escrever devia fazer a mesma coisa. A palavra não foi feita para enfeitar, brilhar como ouro falso; a palavra foi feita para dizer." (Graciliano Ramos em Vidas Secas)

Lindo, não?

Que a gente nunca se esqueça o quanto uma palavra bem dita pode mudar tudo...

sábado, 14 de abril de 2012

Piano bar

(Dos prazeres, das canções) Chuva, jazz na caixa de som, luz baixa, vinho na taça. Me parece que só falta uma vela por aqui. Pra dançar de olhos fechados... E sentir o corpo. Falando nisso, taí uma palavra que me encanta: corpo. Gosto mesmo. Cor-po. Não soa bonito?

Parece que pulsa.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

tenho o hábito de acreditar

faça o que for, mas não mente pra mim, por favor...

domingo, 8 de abril de 2012

Balanço da minha terra

Pátria é uma coisa que não sai da gente, né? Diria Mário de Andrade: "Pátria é acaso de migrações e do pão nosso onde Deus der...". Pois é exatamente isso que tenho sentido: como se existisse uma pátria que não sai de mim. Mas, sobretudo, o que sinto hoje é que sou um estrangeiro em uma terra desconhecida, mas também desejada.

Seja como for, é essa terra que escolhi. Pois é aqui que creio ser possível construir a minha morada e, em conjunto a isso, alcançar os meus sonhos. Talvez possa parecer banal, mas é aqui que espero cultivar o que acredito, para ver florescer o que de mais belo existe.

Não tenha dúvidas: hei de regar cada canto pra que nunca chegue a amargura de um terra seca e sem vida. Hei de contribuir com meu suor pra que meu lugar esteja sempre protegido dessas ventanias que acontecem e nos fazem crer que a vida não é justa. Hei também de esfriar os ânimos a cada vez que achar que não irei suportar o calor de uma vida sem tempo. Sobretudo, aqui hei de derramar toda lágrima que existir ao saber que não vou mais ver os seus doces olhos repletos de emoção.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

de cara pro vento

"sou como a haste fina, que qualquer brisa verga, mas nenhuma espada corta"

(Maria Bethânia)

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Quando me faltam as palavras

Dá vontade de transplantar meu coração para o teu corpo, pra ver se você entende o que sinto