Que posso fazer se você prefere o tom Zé?
domingo, 24 de março de 2013
Questão de Tom
Tô pra dizer que a vida é isso mesmo: questão de Tom. Você pode escolher o tom Jobim. Ou você pode escolher o tom Zé. E aqui não me refiro ao estilo de música que eles compõem ou tocam (quanto a isto, você pode escolher os dois, sempre e quando bem entender). Aqui me refiro ao jeito de ser, agir, pensar, falar, encarar a vida.
Que posso fazer se você prefere o tom Zé?
Que posso fazer se você prefere o tom Zé?
terça-feira, 19 de março de 2013
E não é?
(pra completar o post anterior)
"O nosso destino é irmão gêmeo do nosso livre arbítrio".
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"Tudo é uma questão de manter: a mente quieta, a espinha ereta e o coração tranquilo".
"O nosso destino é irmão gêmeo do nosso livre arbítrio".
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"Tudo é uma questão de manter: a mente quieta, a espinha ereta e o coração tranquilo".
domingo, 17 de março de 2013
Se tudo pode acontecer
Essa coisa de ser "muito para" aquilo é algo que me deixa de vez em quando sem resposta. Não que necessariamente tenha que haver uma resposta, mas quando ouvimos algo do tipo "você é muito assim para fazer assado", você faz o quê? Diz que não é bem assim? Que pode ser bom que tenham pessoas diferentes fazendo coisas diferentes? Que pode ser instigante fazer algo que a priori não parece ser o seu perfil? Quase sempre acho que o melhor é não responder. Ou então responder com um sorriso como de quem acaba de encontrar algo que estava procurando.
Não sei, posso estar errado. Mas acredito nas diferenças. Acredito nas pessoas que fazem coisas que, aparentemente, não fazem. Acredito no roqueiro que escuta música clássica, assim como acredito no senhor que acha a maior graça nos joguinhos do celular. Acredito na jovem senhora que resolve retomar os estudos, assim como acredito na criança que se interessa por pássaros em extinção. Acredito porque vejo beleza nisso. Acredito nos perfis diferentes que dividem os mesmos espaços, que convivem e aprendem juntos. Acredito na multiplicidade do ser, na multiplicidade dos interesses, na multiplicidade do viver. Acredito no interesse pelo novo, assim como acredito no desejo de reviver o que já foi. Acredito na curiosidade, no desejo, na vontade. E acredito em tudo isto assim como acredito nisso que nos faz querer algo hoje, como se não houvesse ontem. Por que não?
Não sei, posso estar errado. Mas acredito nas diferenças. Acredito nas pessoas que fazem coisas que, aparentemente, não fazem. Acredito no roqueiro que escuta música clássica, assim como acredito no senhor que acha a maior graça nos joguinhos do celular. Acredito na jovem senhora que resolve retomar os estudos, assim como acredito na criança que se interessa por pássaros em extinção. Acredito porque vejo beleza nisso. Acredito nos perfis diferentes que dividem os mesmos espaços, que convivem e aprendem juntos. Acredito na multiplicidade do ser, na multiplicidade dos interesses, na multiplicidade do viver. Acredito no interesse pelo novo, assim como acredito no desejo de reviver o que já foi. Acredito na curiosidade, no desejo, na vontade. E acredito em tudo isto assim como acredito nisso que nos faz querer algo hoje, como se não houvesse ontem. Por que não?
sexta-feira, 8 de março de 2013
Errei, peço desculpas
Um erro. Assim posso definir esse último mês, essa lunação de aquário: um erro só. Ou melhor, vários erros. Erros que nunca cometi, erros que nunca achei que fosse cometer, erros que achei que nem pudessem acontecer. Os pés pelas mãos, a carroça na frente dos bois, erros primários. A chance de ficar quieto: perdi. A chance de responder, de explicar, de agradecer, de ir: também perdi. Perdi a atenção, a sensibilidade, a serenidade também, coisas raras de acontecer por aqui. Perdi tanto que nem sei. Hoje me sinto derrotado, como alguém que errou não só por precipitação, mas também por lentidão, por ter tempo demais, por não ponderar ou explicar melhor. Muito ruim se sentir assim. Mesmo que digam que ainda estão rolando os dados, a sensação da perda existe e é dolorosa. Ela entra na gente, se instala, machuca. Mas é necessário reconhecê-la, não é? Pra que, quem sabe, esses erros não se repitam e esse tempo vire um tempo de aprendizado como nenhum outro foi. Que assim seja. E que me perdoem as falhas. Com carinho,
V.
V.
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
Fé na vida
Tô há dias pensando que escrever é, praticamente, um artesanato. Precisa inspiração, uma associação de ideias, um tanto de dedicação, outro tanto de atenção. Tudo isso pra que o objeto construído e modelado ganhe uma forma que agrade, que seja compreendida e que passe algum tipo de mensagem. Além disso, acredito também que é necessário um pouco de técnica, pra que as ideias sejam colocadas como peças de um mosaico, como matérias-primas de uma obra. Assim, a técnica fica como a argamassa que faz aquele rejunte fino, que sustenta as ideias de um modo seguro, claro, completo, compreensível, bonito.
Parece bobagem, mas o que tenho achado, nos últimos tempos, é que escrever é, também, uma arte. E aí talvez venham me dizer: sempre foi. E hei de concordar. Escrever é, sim, desde sempre, uma arte. No entanto, o que não tinha me dado conta ainda é que, isso que faço por aqui, ou por aí, talvez também seja uma pequena arte. E foi assim, durante essa epifania, que me vi, em algum canto, um pequeno artista - e aí, ai de mim, resolvi parar, porque isso já me pareceu muita pretensão.
Parece bobagem, mas o que tenho achado, nos últimos tempos, é que escrever é, também, uma arte. E aí talvez venham me dizer: sempre foi. E hei de concordar. Escrever é, sim, desde sempre, uma arte. No entanto, o que não tinha me dado conta ainda é que, isso que faço por aqui, ou por aí, talvez também seja uma pequena arte. E foi assim, durante essa epifania, que me vi, em algum canto, um pequeno artista - e aí, ai de mim, resolvi parar, porque isso já me pareceu muita pretensão.
sábado, 16 de fevereiro de 2013
Sintonia fina
Das coisas mais difíceis na vida, uma delas é tomar decisões. E aqui me refiro a estas decisões que se refletem nos anos vindouros, estas que merecem um capítulo no livro que conta a nossa história.
É certo alegar que podemos reverter qualquer escolha no futuro. Que nada é definitivo, que as coisas mudam (inclusive nós mesmos) e que a gente pode começar um novo traçado a todo momento. Sei disso, entendo perfeitamente. Tudo pode acontecer. Mais do que isso, teremos sempre o livre arbítrio ao nosso lado para nos levar a infinitos caminhos. O "problema" é que, mesmo entendendo isto, sonhamos e desejamos sempre acertar de primeira, não é? O que é natural. Para evitar sofrimentos, grandes mudanças ou a temida e superestimada perda de tempo. E assim as dúvidas se multiplicam.
O que estudar? Onde trabalhar? O que fazer? Como saber se estamos certos com tantas opções que existem por aí? Tão difícil, tão delicado, tão sutil. Complicado. No fim, nos resta prestar atenção naquilo que enxergamos por aí: as oportunidades, as possibilidades de sucesso, o que está ao nosso redor, o nosso jeito. Nos resta analisar onde podemos nos encaixar para viver de uma maneira mais completa, realizada, feliz.
O casamento, pra mim, é uma destas grandes decisões. Pra piorar, envolve outra pessoa. Envolve ainda a construção de um caminho de partilha, de companheirismo, de parceria. Envolve dividir momentos, alegrias, dores, aflições, dilemas, conquistas, medos, decepções e, veja bem, até mesmo estas grandes decisões. Pesado, não é?
Sabe, no final-final, seja pra qual decisão for, acho que nos resta seguir aquilo que a gente sente. Mais do que isso, acredito que nos resta encontrar a sintonia que apresente o batuque que antecipa aquelas canções que justificam o nosso viver.
É... É hora de estar atento.
+
Domingo. Na praia, no sol, no mar ou num navio a navegar...
É certo alegar que podemos reverter qualquer escolha no futuro. Que nada é definitivo, que as coisas mudam (inclusive nós mesmos) e que a gente pode começar um novo traçado a todo momento. Sei disso, entendo perfeitamente. Tudo pode acontecer. Mais do que isso, teremos sempre o livre arbítrio ao nosso lado para nos levar a infinitos caminhos. O "problema" é que, mesmo entendendo isto, sonhamos e desejamos sempre acertar de primeira, não é? O que é natural. Para evitar sofrimentos, grandes mudanças ou a temida e superestimada perda de tempo. E assim as dúvidas se multiplicam.
O que estudar? Onde trabalhar? O que fazer? Como saber se estamos certos com tantas opções que existem por aí? Tão difícil, tão delicado, tão sutil. Complicado. No fim, nos resta prestar atenção naquilo que enxergamos por aí: as oportunidades, as possibilidades de sucesso, o que está ao nosso redor, o nosso jeito. Nos resta analisar onde podemos nos encaixar para viver de uma maneira mais completa, realizada, feliz.
O casamento, pra mim, é uma destas grandes decisões. Pra piorar, envolve outra pessoa. Envolve ainda a construção de um caminho de partilha, de companheirismo, de parceria. Envolve dividir momentos, alegrias, dores, aflições, dilemas, conquistas, medos, decepções e, veja bem, até mesmo estas grandes decisões. Pesado, não é?
Sabe, no final-final, seja pra qual decisão for, acho que nos resta seguir aquilo que a gente sente. Mais do que isso, acredito que nos resta encontrar a sintonia que apresente o batuque que antecipa aquelas canções que justificam o nosso viver.
É... É hora de estar atento.
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Domingo. Na praia, no sol, no mar ou num navio a navegar...
Quem vai sorrir? Quem vai chorar?
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013
Amoroso
Disse alguém que há, bem no coração, um salão onde o amor descansa
♥♥
Ai de mim, eu tão sozinho
♥♥
Ai de mim, eu tão sozinho
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