terça-feira, 29 de julho de 2008

Fuga



Me preparo para enfrentar filas. Check in, check out, hotel, malas, atrasos meteorológicos, atraso devido à greves, atraso devido à lentidão (afinal, estamos no Brasil, né). Fato é que vou me livrar disso aqui.

Me encontra lá ;@

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Meio loucos

TODOS somos meio loucos. Mas até aí tudo bem, acredito que 99% da população concorde com isso (só os do contra não concordariam). Loucos entendem loucos, malucos entendem malucos e lelés da cuca entendem lelés da cuca. Agora, tô concluindo que alguns realmente são mais tan-tãs que outros.

São esses que precisam de remédios tarja preta pra viver, pra manter o controle, pra manter uma sobriedade forjada, uma tranqüilidade falsa, um bem estar mais mentiroso que uma nota de 15 reais. Na verdade, mais malucos que esses, só aqueles que receitam medicamentos como cura de qualquer problema de fundo psicológico, emocional e/ou traumático.

Será que vai ser uma boleta branca que vai te livrar de um mal? De um passado problemático, de um cérebro que tem vontade própria? Sei lá. Acredito muito no ser humano, na sua capacidade de autoregenaração, no poder que cada um tem de encontrar aquilo que lhe satisfaça.

Vão me dizer que tem pessoas que realmente precisam, até mesmo para sobreviver em paz. Concordo. Tem pessoas que tem problemas, e taí o ser humano - estudioso, pesquisador e inventor - pra ir ao encontro de fórmulas que resolvam os problemas e que, antes de mais nada, possam ser industrializadas e embutidas em cápsulas de 1mg.

Só espero que se faça um bom uso dessas drogas pra que, daqui a alguns dias, não seja vendida a felicidade em pacotes econômicos, no Big.

glup.

Não tá fácil ser maluco.

Andam todos tão loucos, nesse ritmo frenético, que poucos se importam se alguém sai pelado na rua ou se uma criatura se veste de preto e rosa e sai andando pelas paredes, chorando pelos percalços da vida. Louco, hoje em dia, é normal.

E vamo ;]

Do fim de semana:
O clima é dramático e fake
Mulheres mascaradas
Enclausuradas
Invadiram a passarela
Sua moda sem dúvida decolou
Baile de Peruas
Peruas, Peruas, Peruas
Baile de Peruas


glu glu glu

e a lantejoula apareceu de novo. de novo. de novo. de novo.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Bocaberta

Falar a real na cara não vale a pena.

Me diz, pra quê serve? Pra derramar tudo aquilo que tava entalado de uma forma apressada, quase inconsciente, de uma maneira verdadeira mas ao mesmo tempo afobada?

E quem disse que resolve alguma coisa? Só piora. No mínimo, fica uma situação chata. Pela surpresa e pela falta de reação.

Tá, vão me dizer que falar na cara é o único jeito dos cegos entenderem. Mas, me diz, cochichando no ouvido também não dá?

Cansei desse idiota aqui dentro que age no impulso mesmo depois de passar meses planejando outra tática. Cansei. Não dá mais. Nesse momento, me separo de mim mesmo.

terça-feira, 22 de julho de 2008

Parabéns!

Tô pra conhecer alguém que goste realmente de fazer aniversário.

Tá, ok, os mais precisos vão dizer que é ótimo fazer festa, receber presentes, cumprimentos, beijos e abraços sinceros (até amanhã) e aquele monte de coisas boas que as algumas pessoas desejam a ti apenas no dia do seu aniversário. Verdade seja dita: fazer aniversário é uma bosta.

Ficamos mais velhos, mais ranzinzas, mais próximos dos cabelos brancos, mais seletivos e, principalmente, mais chatos. O pior é constatar que tem gente que comemora aniversário de tudo. Aniversário de primeiro beijo, de primeiro namoro, de primeira vez, de primeira traição, de primeira viagem, de primeiro acidente de trânsito, primeiro assalto, primeiro casamento, primeiro mergulho no mar, primeiro dia de aula, primeiro porre, primeiro tiro no pé, primeiro divórcio. Isso enche. Chega. Será que esse povo não se toca que todo dia é dia de aniversário?

E os presentes sem noção? hem? Me explica como pode? Parece que a pessoa faz questão de mostrar que nunca prestou atenção em ti e consegue, dentre todas as coisas, te presentear com justo aquela que menos combina contigo. Óculos, minha gente. Há oftalmos em todas as partes. Pior ainda é ter de fazer cara que gostou.

Ah, não sabe o que dar? Um beijo. Um abraço. Um cartão sincero. Um pirulito ou até mesmo uma foto antiga são recomendações. Menos é mais, sempre.

Verdade é que todo dia é o primeiro de nossas vidas. E o último. Ou tu acha que o dia de hoje repete que nem música da Rihanna em rádio FM? dã.

Hoje eu comemoro, amanhã também.

ploc.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Isadora

2 horas numa fila pra entrar numa festa não dá. Por mais que a criatura beba, converse, ria, chore, discuta a relação, jogue poker, dadinho, par ou ímpar, tem uma hora que simplesmente ENCHE o saco. É o momento em que as costas começam a doer, o papo acaba, o bom humor começa a dar tchau e a paciência vai pro saco. Só faltava chover. Uma bosta. Baita saudade do edredon.

Mas também.. quando entra.. aaaaaaaaaaaaah!

a IsADORA!

hahahahaha

e nem tava tudo isso. Imagina se tivesse! :P

p.s.1: Why so serious?

p.s.2: Antes fútil que inútil!

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Devolve, moço


Só porque tem dias em que nos roubam o coração. Nos tiram nossso sangue, nosssa alegria, nosso sorriso. E o que nos resta é chorar. Faz 1 ano da tragédia em Congonhas e, pra mim, é impossível não ficar emocionado com as cenas e as declarações dos parentes. Que tristeza infinita.

Não estava no Brasil na época. Não tava a par dos acontecimentos, fiquei sabendo do ocorrido muitas horas depois... Mas ainda fico pensando no horror deve ter sido. A repercussão violenta da imprensa, as rádios, as tv's, a internet, as declarações, o luto. Fico impressionado com esses acontecimentos.

Hoje, um ano depois, ainda sinto um pouco da dor dos parentes transpirando pelo jornal. E o resto dos problemas parecem tão pequenos...

Fica o pedido. Devolve, moço? A alegria desse povo. O sorriso do meu rosto. O abraço dos que se foram. O beijo daquelas crianças que nem tiveram a chance de nascer (eram duas grávidas).

Tristeza não tem fim, felicidade sim.

Toda vez que passo por um aeroporto ainda me lembro dessa música:

Mande notícias do mundo de lá
Diz quem fica
Me dê um abraço, venha me apertar
Tô chegando
Coisa que gosto é poder partir
Sem ter planos
Melhor ainda é poder voltar
Quando quero

Todos os dias é um vai-e-vem
A vida se repete na estação
Tem gente que chega pra ficar
Tem gente que vai pra nunca mais
Tem gente que vem e quer voltar
Tem gente que vai e quer ficar
Tem gente que veio só olhar
Tem gente a sorrir e a chorar
E assim, chegar e partir

São só dois lados
Da mesma viagem
O trem que chega
É o mesmo trem da partida
A hora do encontro
É também despedida
A plataforma dessa estação
É a vida desse meu lugar
É a vida desse meu lugar
É a vida...


Gosto do ambiente do aeroporto. Gosto das emoções que rolam ali. Da expectativa da espera da pessoa amada. Da alegria da volta, do primeiro abraço, do primeiro beijo. Já a despedida, mesmo sendo mais triste, é regada a muito sentimento. Quem vai, vai com o coração cheio de esperança, de um futuro melhor, de uma vida mais digna, de uma verdade. Por mais triste que seja, há uma beleza nisso. Um sentimento bom, de realização de um sonho.

Nada deve descrever a dor dessas pessoas que se despediram pra nunca mais. Nada deve descrever a dor das pessoas que esperaram e nunca encontraram. Devolve, moço?

Entre lágrimas, de um canceriano nato, fica aqui registrado o meu sentimento.

De hoje:
Meu coração eu pus no bolso
Mas apareceu um moço que tirou ele dali
Não,isso não é engraçado
Um coração assim roubado
Bate muito acelerado
Devolve,Moço
Devolve,Moço
O meu coração pro bolso

terça-feira, 15 de julho de 2008

SuperEgo

Só porque sô suuuuuper atrasado e fui descobrir esse blog só hoje!

Pior ainda é descobrir que ele já era. Morreu após três anos de existência. Agora, jaz na rede interminável do mundo virtual. E, pra nossa sorte, ele NÃO FOI deletado.

Muito bem escrito e com comentários e críticas pertinentes (aquelas que todos querem fazer e poucos tem coragem) o espaço se tornou uma crônica do cotidiano, das pessoas, dos fatos e das coisas que nos cercam. Adorei.

Pena ter encontrado-o só agora, num momento em que não surgirão novos posts amanhã a respeito dos sapos que tivemos que engolir hoje.

Um dia, ainda chego no nível desse jornalista (mesmo sendo eu um simples estudante de engenharia...) e consigo, nesse espaço, dar continuidade ao formato SuperEgo de ser.

Aí vai o link das memórias póstumas de um super ego: http://superego.colunas.entretenimento.globo.com/

Dois aperitivos:

OUVIR ESTRELAS

Vamos lá, celebridades. Façam algum escândalo, animem a vida alheia, assumam suas fraquezas, freqüentem o re-hab, façam valer a pena cada minuto de fama. Não é possível que não haja uma atriz sequer neste país com status de diva, daquelas loucas infernais, alcoólatras e amantes, idolatradas e odiadas ao mesmo tempo.

Vocês são todas umas medrosas, não se colocam nunca. Quero várias Naomis por metro quadrado, ver o circo pegar fogo, ouvir histórias cabeludas e achar que Narcisa Tamborindeguy, perto de você, chega a ser carola. Falta cultura pop nessa terra, gente que faz, gente que renda notícia, que acontece, que apronta.

Tudo que vejo é uma turma de bonzinhos de faz-de-conta, jararacas camufladas de ovelhas brancas e sem opinião para nada. Faz anos que não ouço falar de você, há décadas ninguém vira assunto. Procura-se estrelas no Brasil. Está em falta, acabou. O máximo que temos é uma Preta Gil.

Que venham polêmicas, que apareçam as vilãs, que as boazinhas se danem. Vai, minha filha, faz o que te dá na cabeça porque você não deve satisfações a ninguém. E não se preocupe caso o Falabella não lhe conceda o dom do papel principal. Outros virão.

Seja protagonista de, pelo menos, um fato verídico. A novela é outra agora, baseada em mentiras sinceras. Tudo de plástico. Você e seu discurso. Eu?


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CARÊNCIA ZERO

Ana Carolina diz que agora quer namorar um homem. Atriz lésbica está namorando um gay. Peruas vão para o altar com bichas, casais homo tentam repetir em casa a rotina hetero. Enrustidos constituem família de segunda a sábado e no domingo descansam no gueto.

Nada contra ninguém, nem sou eu o primeiro a contar isso para alguém, mas que medo é esse de ficar sozinho? Será que vale se submeter a tudo e a toda hora só para contar com o duvidoso achando que está tudo certo? Como reza o novo contrato social entre parceiros?

Depois do pacto de sangue e do pacto nupcial, o que vem agora como garantia de felicidade oficial? Estou me separando de mim mesmo, agora. E lanço a pergunta: como é se sentir solitário ao lado de alguém?


Créditos: Hermés Galvão

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E esse blog, até onde vai?