AMOR pra mim hoje é respeito, admiração, companheirismo. Amor pra mim é dividir, perdoar, escutar. Amor pra mim é a pessoa que você ama no lugar que você mais gosta, amor são os olhos de quem você adora brilhando na mesma direção que os seus. Amor pra mim são as roupas dividindo a mesma máquina enquanto giram no sabão.
E aí... O que é o amor pra você hoje?
* O que é o amor pra você hoje é uma seção de um dos blogs que mais gosto, o don't touch my moleskine.
segunda-feira, 16 de maio de 2011
domingo, 15 de maio de 2011
às vezes
dá vontade de ficar assim, ouvindo Jazz, até que a noite acabe, o frio passe e essa sensação de vazio me abandone.
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ah, se soubesse descrever a falta que sinto dos beijos com sabor de vinho
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ah, se soubesse descrever a falta que sinto dos beijos com sabor de vinho
sábado, 14 de maio de 2011
ai de quem não rasga o coração
"mesmo o amor que não compensa é melhor que a solidão"
mas o que eu queria dizer mesmo era:
Podem me chamar (e me pedir e me rogar),
e podem mesmo falar mal (ficar de mal que não faz mal)
Podem preparar milhões de festas ao luar... que eu não vou ir,
melhor nem pedir: eu não vou ir, não quero ir
E também podem me obrigar, até sorrir, até chorar
e podem mesmo imaginar o que melhor lhes parecer
Podem espalhar que eu estou cansado de viver
e que é uma pena para quem me conheceu...
mas o que eu queria dizer mesmo era:
Podem me chamar (e me pedir e me rogar),
e podem mesmo falar mal (ficar de mal que não faz mal)
Podem preparar milhões de festas ao luar... que eu não vou ir,
melhor nem pedir: eu não vou ir, não quero ir
E também podem me obrigar, até sorrir, até chorar
e podem mesmo imaginar o que melhor lhes parecer
Podem espalhar que eu estou cansado de viver
e que é uma pena para quem me conheceu...
sexta-feira, 6 de maio de 2011
suspiros
A sensação que dá é que fiquei tão magnetizado pelo que ouvi no final de semana passado que nem todas as palavras do mundo serão capazes de descrever aquilo que senti.
Pode parecer bobagem, pode parecer exagero, pode parecer qualquer coisa. O fato é que o espetáculo da Bethânia me fez explodir diversas vezes em mim mesmo. Como se a cada verso um lado meu tivesse um espasmo de sentimento e emoção. Foi lindo.
Acredito que não poderia ter sido mais bonito e singelo. Meus agradecimentos a essa criatura que me fez e me faz sentir tantos sentimentos distintos. É muito provável que, enquanto houver a sua palavra, não me sentirei só.
Apesar das ruínas e da morte,
Onde sempre acabou cada ilusão,
A força dos meus sonhos é tão forte,
Que de tudo renasce a exaltação
E nunca as minhas mãos ficam vazias
(Sophia de Mello Breyner Andresen)
Pode parecer bobagem, pode parecer exagero, pode parecer qualquer coisa. O fato é que o espetáculo da Bethânia me fez explodir diversas vezes em mim mesmo. Como se a cada verso um lado meu tivesse um espasmo de sentimento e emoção. Foi lindo.
Acredito que não poderia ter sido mais bonito e singelo. Meus agradecimentos a essa criatura que me fez e me faz sentir tantos sentimentos distintos. É muito provável que, enquanto houver a sua palavra, não me sentirei só.
Apesar das ruínas e da morte,
Onde sempre acabou cada ilusão,
A força dos meus sonhos é tão forte,
Que de tudo renasce a exaltação
E nunca as minhas mãos ficam vazias
(Sophia de Mello Breyner Andresen)
terça-feira, 26 de abril de 2011
nem desistir, nem tentar: agora tanto faz
hoje, enquanto ouvia a música no rádio, lembrei do poema que dizia:
Caminhante, passou por mim em passos lentos
Com uma blusa que jamais o vi usar e um cavanhaque
Ele que que tinha o rosto imberbe e cujas blusas eu lavava todas
Cruzou por mim na calçada e me olhou com olhos novos
Da mesma cor de antes mas eram olhos outros
que viram virgindaddes durante o nosso tempo apartado
Era ele mas era outro, e eu era eu mesma, e outra
E a distância entre nós era bem mais longa que aqueles passos curtos
E o tempo entre nós era infinito no nosso desconhecimento mútuo
Ele que tanto amei e ele a mim, que trocamos beijos mais que íntimos
Suas cicatrizes pelo corpo que lambi, e ele aos meus seios
Ele que não me foi secreto por anos e eu por ele igualmente traduzida
Caminhante, hoje passou por mim como se não houvesse passado
Ele, em passos lentos, fez um sinal educado com a cabeça
Eu, com meio-sorriso, fiz que não tinha importância
[Martha Medeiros]
achei bonito...
Caminhante, passou por mim em passos lentos
Com uma blusa que jamais o vi usar e um cavanhaque
Ele que que tinha o rosto imberbe e cujas blusas eu lavava todas
Cruzou por mim na calçada e me olhou com olhos novos
Da mesma cor de antes mas eram olhos outros
que viram virgindaddes durante o nosso tempo apartado
Era ele mas era outro, e eu era eu mesma, e outra
E a distância entre nós era bem mais longa que aqueles passos curtos
E o tempo entre nós era infinito no nosso desconhecimento mútuo
Ele que tanto amei e ele a mim, que trocamos beijos mais que íntimos
Suas cicatrizes pelo corpo que lambi, e ele aos meus seios
Ele que não me foi secreto por anos e eu por ele igualmente traduzida
Caminhante, hoje passou por mim como se não houvesse passado
Ele, em passos lentos, fez um sinal educado com a cabeça
Eu, com meio-sorriso, fiz que não tinha importância
[Martha Medeiros]
achei bonito...
domingo, 24 de abril de 2011
e a gente dormir
quinta-feira, 21 de abril de 2011
voltei
Pras coisas que eu deixei.
De repente me vi distante daquilo que gosto e me explica. Me vi sentado à beira de um caminho que não tem mais fim, onde a saudade existe e me preenche de uma forma intensa e inacreditável.
Sinto saudade dos dias mais leves, das noites de lua, dos beijos na boca e dos banhos de mar (ah, os banhos de mar). Sinto falta dos olhos brilhando em minha direção e de sentir o coração aos pulos - contente e assustado com a grandeza daquilo que nos toca e nos faz mais completos.
Sinto a falta dos abraços quentes e sinto falta do cheiro do corpo. Sinto falta do que vivi, e do que ainda nem senti. Sinto falta de você, sinto falta de nós.
De repente me vi distante daquilo que gosto e me explica. Me vi sentado à beira de um caminho que não tem mais fim, onde a saudade existe e me preenche de uma forma intensa e inacreditável.
Sinto saudade dos dias mais leves, das noites de lua, dos beijos na boca e dos banhos de mar (ah, os banhos de mar). Sinto falta dos olhos brilhando em minha direção e de sentir o coração aos pulos - contente e assustado com a grandeza daquilo que nos toca e nos faz mais completos.
Sinto a falta dos abraços quentes e sinto falta do cheiro do corpo. Sinto falta do que vivi, e do que ainda nem senti. Sinto falta de você, sinto falta de nós.
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