domingo, 19 de janeiro de 2014

Estudantil

Apresentei o trabalho. Não como uma obra pronta, mas como uma obra em construção. Como uma casa que possui as fundações e a estrutura definidas. Como se estivesse humildemente apresentando o que recolhi por aí e que pensei em colocar naquelas paredes em branco. Fui concentrado, tenso, tranquilo. Como qualquer um que se preocupa com aquilo que faz. Como qualquer um que trabalha, mas que reconhece que a vida está além do trabalho. Como alguém que pensa em deixar aquilo por ali e seguir em outras direções.

Normal serem feitas considerações, críticas, recomendações. Às vezes soam estranhas. Parecem não perceber a juventude da coisa. É tudo simples, pequeno, é o começo. Não era pra ser um palácio, será que perceberam? É uma casa singela, de gente humilde, honesta. De gente que mistura suor, lágrimas, esperanças e desilusões nas entrelinhas. Ah, se a formalidade permitisse abrir o coração.

Críticos. Talvez demais, talvez não. Talvez a vida seja assim. Talvez os homens sejam assim. Talvez nem todos...

Ecoam as considerações. São contribuições, aprendizados. Tão bom aprender, né? Certas coisas a gente não esquece jamais.

Ah, vida...

domingo, 22 de dezembro de 2013

Foi demais

Em todos os sentidos, posso dizer que esse ano foi demais. Coisas demais, sentimentos demais, atividades demais, cansaços demais, tristezas e decepções demais. E, se tudo isso já não bastasse, ainda me sobraram tarefas a fazer. Tarefas que devem ocupar meus próximos dias e também esse período entre o natal e o ano novo. Certamente não será um período tranquilo. Mas sei, também, que será um período de ajustar os ponteiros e alinhar o próximo ano...

Fora tudo que me cansou, ainda teve tudo aquilo que me fez mais feliz. Abraços e afetos, o carinho de pessoas queridas e até mesmo e-mails e recados de pessoas que nem conheço. Tudo isso foi demais, poucas vezes me senti tão querido. Foram atitudes que fizeram meus dias mais completos e que me fizeram perceber o tanto de gente especial que existe por aí. Gente que nos faz bem, gente que chega com um cafuné justamente quando estamos mais precisando. Tem como agradecer? Quisera eu ter palavras e um abraço tão grande pra retribuir tudo isso.

No fim, como resumo, acho que posso dizer que sobrou por aqui alguém mais próximo de si, e também alguém doido por um 2014 mais tranquilo, com menos chateações e muito mais prazeres. Que assim seja, não só pra mim, mas pra você também.




terça-feira, 19 de novembro de 2013

Aquele do cavalo branco

Sabe aquele ali tentando abraçar o mundo com os olhos fechados?

Sou eu tentando disfarçar o coração apertado; o nó na garganta; os olhos de cansaço.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Na volta que o mundo dá

Com o tempo, foi dando uma coisa em meu peito, um aperto difícil da gente explicar...


Sabe, um dia hei de encontrar as palavras que expressam minha gratidão por essas músicas que nos tocam e nos consolam devagarinho. Mas enfim, enquanto esse dia não chega, fico por aqui cantarolando com a Mônica: saudade, não sei bem de quê... tristeza, não sei bem por que...

Tá vendo ali no ar? Sou eu...

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Sempre ela

Tem épocas da vida que são mais difíceis do que outras. Sei, meio clichê dizer isso, mas acho que a vida é assim (e também cheia de obviedades e imprevistos). No final fico achando que, no fundo, mas bem lá no fundo, a gente sabe das coisas. Até mesmo desses imprevistos. Tudo isso porque esses tais imprevistos, mesmo que eles sejam apenas hipóteses na nossa cabeça, ou no nosso viver, eles existem, não é? E é isso que me leva a pensar que eles não são tão imprevistos assim. E aqui me ocorreu Estamira: "Tudo o que é imaginário tem, existe, é".

Digo essas coisas porque os fatos não acontecem por si só. Eles vão se formando, se organizando, se estruturando até o momento em que, bum, explodem e nos tocam de uma forma ou de outra. E aí é um Deus nos acuda, um corre-corre, um salve-se quem puder. Tudo porque não estamos preparados pra viver o que a gente vive. A vida não vem com cartilha e, por mais que a gente crie um escudo, e se prepare para toda e qualquer situação, é impossível não sentir quando vivemos aquilo que não gostaríamos de viver.

Agora, recolhendo os cacos, observando as partes, desviando das interferências e pensando os próximos capítulos, vejo o quanto já errei, o quanto já me enganei e também o quanto já me precipitei. É triste, um tanto melancólico, mas fica o aprendizado. Sinto o amadurecimento, me sinto humano.

domingo, 20 de outubro de 2013

Lua em Gêmeos

Tenho uma coisa dentro de mim, um sentimento que mistura pertencimento e exclusão. E esse sentimento é bom, e também ruim. Bom porque me deixa à vontade pra circular em qualquer lugar, entre qualquer gente, entre qualquer sintonia. Ruim porque, volta e meia, me deixa como um peixe fora d'água, como um ser que procura umidade e só encontra mangue seco.

Sei, isso que digo todo mundo deve sentir de vez em quando. O que me parece, no entanto, é que a minha versatilidade deixa as pessoas confusas, com dificuldade de me enquadrar em algum estereótipo pré-concebido. Afinal, que guri é esse? Que faz mestrado em Engenharia e que também faz graduação em Biblioteconomia? Que é quieto e que também é falante? Que faz mil coisas e que também parece não fazer nada? Que é lento e que também é rápido? Que gosta do dia e que também gosta da rotina dos bares? Que se aventura e que também tem medos? Que gosta da simplicidade e que também gosta da elegância? Que tem posicionamentos e que também não deixa bem claro a preferência política, sexual, religiosa?

Curioso é que também não sei dizer o que me fez ou faz assim. Sei, no entanto, reconhecer que talvez essas incógnitas sejam aquilo que me faz querer viver, aprender e experimentar mais. Pra fazer a vida mais feliz, completa, serena, tranquila.




domingo, 6 de outubro de 2013

agora eu era (e ia)

e vou. e sou. um emaranhado de pensamentos, um vazio qualquer. sem saber o que dizer, ou fazer.

vê? tô bem aqui, sim.