um minuto da atenção de vocês. Batatinha explica:
segunda-feira, 5 de dezembro de 2016
domingo, 11 de outubro de 2015
O que você quer?
Já faz um tempo que penso nesse querer que há dentro da gente. Fiquei pensando nele a partir do momento em que percebi a importância dele na nossa vida. Pensa comigo: até onde você vai sem um querer em seus ideais?
Para os relacionamentos, esse querer também vale. Pois não pode ser saudável querer continuar uma relação em que uma das partes não quer, não é mesmo? Não há por quê. Seja por qual motivo for. Ainda mais quando se percebe que há um mundo de oportunidades por aí.
Machuca, dói e pode ser extremamente difícil desistir daquela pessoa que a gente gostaria que estivesse próxima da gente. Mas acredito que é possível, e importante, reconhecer e respeitar o querer do outro. Só assim acho que podemos evoluir e nos aproximar daqueles que efetivamente querem estar próximos a nós. E assim, com os envolvidos querendo estar ali e, sobretudo, querendo que a relação dê certo, quem sabe possamos construir algo proveitoso para todos. Não é mesmo?
Para os relacionamentos, esse querer também vale. Pois não pode ser saudável querer continuar uma relação em que uma das partes não quer, não é mesmo? Não há por quê. Seja por qual motivo for. Ainda mais quando se percebe que há um mundo de oportunidades por aí.
Machuca, dói e pode ser extremamente difícil desistir daquela pessoa que a gente gostaria que estivesse próxima da gente. Mas acredito que é possível, e importante, reconhecer e respeitar o querer do outro. Só assim acho que podemos evoluir e nos aproximar daqueles que efetivamente querem estar próximos a nós. E assim, com os envolvidos querendo estar ali e, sobretudo, querendo que a relação dê certo, quem sabe possamos construir algo proveitoso para todos. Não é mesmo?
sexta-feira, 17 de julho de 2015
Feito de lembranças
Ingressos de cinema, teatro, show. Lembranças de viagens, post-its com umas frases curtas, convites importantes, cartões de aniversário. Não sei exatamente porque faço isso, mas guardo essas coisas... Pensando um pouco, vejo que gosto de guardar elementos que compõem a minha memória e também aquilo que sou. São coisas simples, mas que me explicam. São coisas que, quando as visito, me fazem lembrar o tanto que já senti nessa vida.
Pois bem, além dessas lembranças que já falei, também guardo, em minha carteira, alguns poucos pedaços de papel dobrados em mil vezes. Nesses papeis estão escritas uma belezinhas que me comovem e que, volta e meia, pego pra ler.
Entre elas, desde o ano passado, está um recadinho que recebi de uma empregada que trabalhava aqui em casa. Com quem conversava, às vezes, quando eu estava por aqui. Em geral não eram conversas longas, mas sempre bastante reflexivas. Relacionamentos, sentimentos, pensamentos...
Não lembro exatamente quando começamos a conversar sobre esses temas. Mas o que percebi foi que ela só queria alguém que a escutasse e a ajudasse a pensar. Como a gente também quer, de vez em quando... E assim eu ia. Afinal, a gente não perde nada se dedicar, de vez em quando, 15 minutos do nosso dia para ouvir alguém que está precisando ou querendo conversar, não é mesmo? Em geral a gente só ganha.
Pois bem, essa mesma empregada me deu, ainda no ano passado, um recadinho com uma pedra em formato de coração que me deixou muito comovido. Passei um tempo em dúvida se devia colocar aqui, mas cheguei a conclusão que compartilhar belezas, delicadezas e gentilezas está entre os maiores prazeres que a gente pode ter nessa vida.
domingo, 7 de junho de 2015
Talvez eu seja bobo
Não está tudo bem, não está tudo certo, não está exatamente do jeito que eu gostaria que estivesse. Mas, olha, tenho andado bem a fim dessa vida. Pelas surpresas que ela nos proporciona e por tudo de belo que há por aí. Mas não só por isso. Tenho recebido abraços apertados, carinhos inesperados, gentilezas em forma de palavras; elementos que tem feito meus dias mais leves, apesar da correria em que vivo. Coisas pequenas, mas que me deixam bobo e com vontade de abraçar com vontade todo mundo. Pra agradecer tudo isso e também todas essas pessoas queridas que existem na minha vida.
E se me perguntarem o que quero agora? Digo sem dúvida, e ainda com um sorriso maroto no rosto: Quero a vida pacata que acata o destino sem desatino...
E se me perguntarem o que quero agora? Digo sem dúvida, e ainda com um sorriso maroto no rosto: Quero a vida pacata que acata o destino sem desatino...
sábado, 28 de fevereiro de 2015
Sorte
Tenho pra mim que poucas coisas são melhores do que fazer bem a alguém. Digo isso, pois acredito que ter uma postura altruísta resulta, em geral, em bons sentimentos; e ter bons sentimentos considero o primeiro passo para que vivamos em uma sociedade mais solidária, respeitosa e carinhosa, não é? Nem sempre é fácil, mas tenho tentado, tanto quanto posso, manter essa sintonia pra que eu tenha bons relacionamentos com todos aqueles que convivem comigo.
Pois bem, acredito que esse modo de viver também interfira naquilo que escrevo (!). E aqui, agora, queria conseguir exprimir toda emoção que sinto a cada vez que uma pessoa que não conheço me procura para dizer o tanto que gosta do espaço que esse blog ocupa na web! Digo isso, pois o acíclico foi criado despretensiosamente, mas o sentimento é inexplicável quando percebo que ele toca outras pessoas além dos meus próprios botões. (Acredito que seja um sinal de que, no fim, vivemos e sentimos parecido, apesar de todas as circunstâncias que nos fazem diferentes uns dos outros, né?).
Outras vezes já me deixaram mensagens carinhosas - Marcinha, Vanessa, ... - e dessa vez foi Ju M que me deixou comovido com uma mensagem repleta de carinho e afeto. É indescritível o que senti em cada uma dessas mensagens inesperadas e cheias de beleza. E é também indescritível o estímulo que sinto para continuar vivendo e escrevendo de uma forma tranquila e atenta aos sinais que essa vida nos dá.
No fim, fico achando que sou mesmo um guri de muita sorte; e que essa vida tem sido, mesmo, muito generosa comigo. Ainda hei de encontrar um jeito de agradecer tudo isso. Mas agora, como já não encontro mais palavras, termino com a belezinha que me deixou cheio de sorrisos e embalou minha semana:
Tudo de bom que você me fizer faz minha rima ficar mais rara...
Pois bem, acredito que esse modo de viver também interfira naquilo que escrevo (!). E aqui, agora, queria conseguir exprimir toda emoção que sinto a cada vez que uma pessoa que não conheço me procura para dizer o tanto que gosta do espaço que esse blog ocupa na web! Digo isso, pois o acíclico foi criado despretensiosamente, mas o sentimento é inexplicável quando percebo que ele toca outras pessoas além dos meus próprios botões. (Acredito que seja um sinal de que, no fim, vivemos e sentimos parecido, apesar de todas as circunstâncias que nos fazem diferentes uns dos outros, né?).
Outras vezes já me deixaram mensagens carinhosas - Marcinha, Vanessa, ... - e dessa vez foi Ju M que me deixou comovido com uma mensagem repleta de carinho e afeto. É indescritível o que senti em cada uma dessas mensagens inesperadas e cheias de beleza. E é também indescritível o estímulo que sinto para continuar vivendo e escrevendo de uma forma tranquila e atenta aos sinais que essa vida nos dá.
No fim, fico achando que sou mesmo um guri de muita sorte; e que essa vida tem sido, mesmo, muito generosa comigo. Ainda hei de encontrar um jeito de agradecer tudo isso. Mas agora, como já não encontro mais palavras, termino com a belezinha que me deixou cheio de sorrisos e embalou minha semana:
Tudo de bom que você me fizer faz minha rima ficar mais rara...
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015
Da saudade e da gratidão que sinto de mim
Sinto saudade do tempo que tinha. Sinto saudade das músicas, dos livros, das palavras. Sinto saudade de escrever. Sinto saudade de sentir.
Foi com o tempo que percebi que fui engolido pela maré das circunstâncias. Fui engolido pelos trabalhos, pelas cobranças, pelas expectativas e por tudo isso que me consumiu nos últimos meses. Se não fosse suficiente, ainda houve o que não deu certo. Assim, além do que já citei, ainda apareceram a incredulidade, o término e as dúvidas sobre o que fazer com essa canoa que furou. Difícil entender o que fazer com esses pedaços de madeira que umedecem na tormenta, não é?
Fora isso, o que vejo é uma vida cheia de encontros. Divertidos ou não, esses encontros têm proporcionado inúmeras trocas em muitos dos meus dias e das minhas noites. Têm, também, me feito menos solitário e, sobretudo, aprendiz de tanto que não sei nem explicar.
Vontade de abraçar e agradecer.
Foi com o tempo que percebi que fui engolido pela maré das circunstâncias. Fui engolido pelos trabalhos, pelas cobranças, pelas expectativas e por tudo isso que me consumiu nos últimos meses. Se não fosse suficiente, ainda houve o que não deu certo. Assim, além do que já citei, ainda apareceram a incredulidade, o término e as dúvidas sobre o que fazer com essa canoa que furou. Difícil entender o que fazer com esses pedaços de madeira que umedecem na tormenta, não é?
Fora isso, o que vejo é uma vida cheia de encontros. Divertidos ou não, esses encontros têm proporcionado inúmeras trocas em muitos dos meus dias e das minhas noites. Têm, também, me feito menos solitário e, sobretudo, aprendiz de tanto que não sei nem explicar.
Vontade de abraçar e agradecer.
segunda-feira, 27 de outubro de 2014
Mais amor
Entender que é absolutamente
natural que as pessoas pensem diferente de você é das lições mais importantes
dessa vida. Não esqueça (!) e talvez assim um dia a gente chegue a um mundo em
que as pessoas respeitem, compreendam e aceitem a opinião dos outros - e,
talvez, até reconheçam o valor e a verdade que há no posicionamento de cada um!
Ai de nós.
domingo, 28 de setembro de 2014
quarta-feira, 27 de agosto de 2014
Sargaço mar
Acho que consigo justificar esse tempo de ausência. Por aqui as coisas tem andado atribuladas, confusas, cansadas. Atividades aqui, eventos lá, encontros por aqui e também com o pessoal ali. Parece bom - e é, né? O que me parece, no entanto, é que me afastei um pouco daquele eixo em que me sinto seguro e tranquilo com relação às minhas coisas.
Pra piorar, nesses momentos, tendo a achar que a burrada veio do lado de cá, quando me deixei envolver em compromissos e deixei de nutrir aquele sentimento de que estou concentrado e indo a algum lugar. Como resultado, hoje me sinto cansado e sem muito tempo para atitudes que me desgastem ou, então, pessoas que me façam achar que estou perdendo tempo.
Claro que isso tudo são fases. Tem épocas e dias em que está tudo bem tranquilo. Pensando bem, fico pensando que, no fundo, lá no fundo, esse cansaço se relaciona mais com falta de afeto, carinho e gentilezas do que com qualquer outra coisa. Coisas simples, mas que fazem uma falta...
(ai, que saudade que eu tava de escrever aqui)
Pra piorar, nesses momentos, tendo a achar que a burrada veio do lado de cá, quando me deixei envolver em compromissos e deixei de nutrir aquele sentimento de que estou concentrado e indo a algum lugar. Como resultado, hoje me sinto cansado e sem muito tempo para atitudes que me desgastem ou, então, pessoas que me façam achar que estou perdendo tempo.
Claro que isso tudo são fases. Tem épocas e dias em que está tudo bem tranquilo. Pensando bem, fico pensando que, no fundo, lá no fundo, esse cansaço se relaciona mais com falta de afeto, carinho e gentilezas do que com qualquer outra coisa. Coisas simples, mas que fazem uma falta...
(ai, que saudade que eu tava de escrever aqui)
sexta-feira, 30 de maio de 2014
Escapou daqui
Depois de você
Seu calor, seu cheiro, seu beijo
Seus abraços, desejos, amigos
Sobrou você em mim
Como um sem fim, tatuagem, cicatriz
Coisas acesas
Como você em mim
Depois de você
Entendi amor, culpa, medo
Poemas, tristezas, lágrimas negras
Sobre você em mim
--
Ai, Gal...
Seu calor, seu cheiro, seu beijo
Seus abraços, desejos, amigos
Sobrou você em mim
Como um sem fim, tatuagem, cicatriz
Coisas acesas
Como você em mim
Depois de você
Entendi amor, culpa, medo
Poemas, tristezas, lágrimas negras
Sobre você em mim
--
Ai, Gal...
segunda-feira, 19 de maio de 2014
quarta-feira, 14 de maio de 2014
que tempo é esse?
"[ . . . ] e as pombas do meu quintal eram livres de voar, partiam para longos passeios mas voltavam sempre, pois não era mais do que amor o que eu tinha e o que eu queria delas, e voavam para bem longe e eu as reconhecia nos telhados das casas mais distantes entre o bando de pombas desafetas que eu acreditava um dia trazer também pro meu quintal imenso; ela estava lá branco branco o rosto branco e eu podia sentir toda a dubiedade, o tumulto e as dores, e pude pensar cheio de fé eu não me engano neste incêndio, nesta paixão, neste delírio, e fiquei imaginando que para atraí-la de um jeito correto eu deveria ter tramado com grãos de uva uma trilha sinuosa até o pé da escada, pendurado pencas de romãs frescas nas janelas da fachada e ter feito uma guirlanda de flores, em cores vivas, correr na velha balaustrada do varandão que circundava a casa [ . . . ]".
"[ . . . ] porque existe o tempo de aguardar e o tempo de ser ágil [ . . . ]".
trechos de Lavoura arcaica, de Raduan Nassar.
"[ . . . ] porque existe o tempo de aguardar e o tempo de ser ágil [ . . . ]".
trechos de Lavoura arcaica, de Raduan Nassar.
sábado, 26 de abril de 2014
Magamalabares
Das contradições da vida, a que me dei conta esses dias foi justamente aquela que se relaciona com meu estado de espírito. Tenho dito por aí que, às vezes, me sinto "vomitando arco-íris". E digo isso convicto, como se fosse o melhor modo de externar aquilo que se passa por aqui. Como se esse fosse o único jeito de demonstrar um pouco daquilo que sinto: um misto de tranquilidade, esperança e aceitação da vida como ela é. E isso, como podem imaginar, é bom. É bem bom, na verdade.
Como contradição, o que me aparece, volta e meia, é uma grande saudade de mim mesmo. E isso aparece justamente quando percebo que tenho cada vez menos tempo pros meus livros, minhas músicas, meus textos e meu mundo. Às vezes, confesso, me parece angustiante - principalmente quando constato o tamanho das olheiras que vejo no espelho. Mas, no fim, fico achando que a vida é isso mesmo: um eterno malabarismo. Entre aquilo que nos completa e nos afasta de nós mesmos, e aquilo que verdadeiramente somos. Não é?
Como contradição, o que me aparece, volta e meia, é uma grande saudade de mim mesmo. E isso aparece justamente quando percebo que tenho cada vez menos tempo pros meus livros, minhas músicas, meus textos e meu mundo. Às vezes, confesso, me parece angustiante - principalmente quando constato o tamanho das olheiras que vejo no espelho. Mas, no fim, fico achando que a vida é isso mesmo: um eterno malabarismo. Entre aquilo que nos completa e nos afasta de nós mesmos, e aquilo que verdadeiramente somos. Não é?
domingo, 23 de março de 2014
Para bem viver
É exatamente da minha natureza ser mais ouvinte do que falante. Não sei dizer desde quando sou assim, ou desde quando me percebi assim, mas talvez tenha sido desde sempre mesmo. Ser o filho menor implica em muitas coisas e, talvez, entre elas, esteja isto de ouvir os outros todos enquanto você mal consegue formar frases lógicas.
Não vou dizer que é ruim ser ouvinte, bem pelo contrário. Ouvir, pra mim, implica em aprender, observar, perceber, sentir. Ouvir me dá experiências que não vivi. Ouvir aguça minha imaginação, me desperta os sentidos, me arrepia os pelos.
Gosto de ouvir justamente por isso. Me faz sentir vivo. Me faz sentir ponte entre aquilo que recebo e aquilo que vou dizer em algum tempo. Me faz sentir lúcido. Sobretudo quando observo as histórias de fora e, com um pouco de ponderação, digo um pouco daquilo que penso, acho e sinto.
É bacana perceber o quanto aqueles próximos a mim reconhecem minha capacidade de ser ouvinte. Me faz sentir querido, como um bom amigo, um companheiro. E isso tudo é ótimo, de verdade. É bom perceber o quanto a gente faz bem às pessoas com um par de ouvidos e uma meia dúzia de palavras.
O que me parece, de vez em quando, no entanto, é que meus caros me procuram basicamente quando estão em situações difíceis. Talvez esteja sendo um pouco exagerado, mas talvez não exatamente. Não quero ser injusto, mas é fato que, às vezes, me sinto um repositório de histórias mal sucedidas, carências, fraquezas e desilusões. Como se aqueles que gosto sumissem exatamente quando estão bem, e me procurassem justamente quando as coisas desandam. E é aí que me sinto sujeito dos outros.
Talvez hoje seja só um dia em que o carente seja eu (também tenho direito, né?). Mas talvez seja só um desejo de ouvir e viver histórias felizes. Romances verdadeiros, pessoas satisfeitas, casas e apartamentos novos, sábios projetos, dias de céu azul, crianças, animais, amor, festa, devoção.
Não vou dizer que é ruim ser ouvinte, bem pelo contrário. Ouvir, pra mim, implica em aprender, observar, perceber, sentir. Ouvir me dá experiências que não vivi. Ouvir aguça minha imaginação, me desperta os sentidos, me arrepia os pelos.
Gosto de ouvir justamente por isso. Me faz sentir vivo. Me faz sentir ponte entre aquilo que recebo e aquilo que vou dizer em algum tempo. Me faz sentir lúcido. Sobretudo quando observo as histórias de fora e, com um pouco de ponderação, digo um pouco daquilo que penso, acho e sinto.
É bacana perceber o quanto aqueles próximos a mim reconhecem minha capacidade de ser ouvinte. Me faz sentir querido, como um bom amigo, um companheiro. E isso tudo é ótimo, de verdade. É bom perceber o quanto a gente faz bem às pessoas com um par de ouvidos e uma meia dúzia de palavras.
O que me parece, de vez em quando, no entanto, é que meus caros me procuram basicamente quando estão em situações difíceis. Talvez esteja sendo um pouco exagerado, mas talvez não exatamente. Não quero ser injusto, mas é fato que, às vezes, me sinto um repositório de histórias mal sucedidas, carências, fraquezas e desilusões. Como se aqueles que gosto sumissem exatamente quando estão bem, e me procurassem justamente quando as coisas desandam. E é aí que me sinto sujeito dos outros.
Talvez hoje seja só um dia em que o carente seja eu (também tenho direito, né?). Mas talvez seja só um desejo de ouvir e viver histórias felizes. Romances verdadeiros, pessoas satisfeitas, casas e apartamentos novos, sábios projetos, dias de céu azul, crianças, animais, amor, festa, devoção.
quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014
Vamos tentar?
Talvez a vida seja isso mesmo: esse eterno aproximar e afastar das pessoas que aparecem em nosso caminho. Como algo que cola, mas que, depois que descola, não cola mais... Ou, pelo menos, não da mesma forma. Como algo sensível demais...
Parece tenso, mas não é. Quando os dois querem, não acho que seja difícil manter uma união firme, quente, estável. Como um porto seguro. Me parece que, nesse caso, o desafio é saber falar e saber ouvir. Saber expressar e saber compreender. Saber perdoar e saber se perdoar. É certo: não é tarefa fácil. Mas sempre fica mais tranquilo se os dois quiserem e se esforçarem pra isso, não é?
Parece tenso, mas não é. Quando os dois querem, não acho que seja difícil manter uma união firme, quente, estável. Como um porto seguro. Me parece que, nesse caso, o desafio é saber falar e saber ouvir. Saber expressar e saber compreender. Saber perdoar e saber se perdoar. É certo: não é tarefa fácil. Mas sempre fica mais tranquilo se os dois quiserem e se esforçarem pra isso, não é?
quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014
Sem papel
Foi esses dias que cheguei à conclusão de que amor é reconhecimento. Coloco assim porque acho que passamos a amar quando reconhecemos o tanto que uma pessoa fez por nós. E é por isso que, em geral, amamos os nossos pais e amores mais próximos. Pois eles fazem, ou fizeram, muito por nós. E isso fica com a gente pra sempre, não é?
E o mais legal dessa minha pequena teoria é que ela vai ao encontro daquela outra que acho que já coloquei por aqui: amar não acaba. Tudo isso porque, a partir do momento que a gente ama, ou reconhece o tanto que alguém fez por nós, isso não termina. Fica com a gente pra sempre. Como uma gratidão e um reconhecimento sem fim.
E é aí que me pego reconhecendo o amor que tenho dentro de mim. E que acredito que nunca vai acabar. Ai de mim.
+
"Para onde eu vou, vai-me o coração também, que ainda não arranjei modo de o largar pelo chão" (Valter Hugo Mãe).
E o mais legal dessa minha pequena teoria é que ela vai ao encontro daquela outra que acho que já coloquei por aqui: amar não acaba. Tudo isso porque, a partir do momento que a gente ama, ou reconhece o tanto que alguém fez por nós, isso não termina. Fica com a gente pra sempre. Como uma gratidão e um reconhecimento sem fim.
E é aí que me pego reconhecendo o amor que tenho dentro de mim. E que acredito que nunca vai acabar. Ai de mim.
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"Para onde eu vou, vai-me o coração também, que ainda não arranjei modo de o largar pelo chão" (Valter Hugo Mãe).
domingo, 19 de janeiro de 2014
Estudantil
Apresentei o trabalho. Não como uma obra pronta, mas como uma obra em construção. Como uma casa que possui as fundações e a estrutura definidas. Como se estivesse humildemente apresentando o que recolhi por aí e que pensei em colocar naquelas paredes em branco. Fui concentrado, tenso, tranquilo. Como qualquer um que se preocupa com aquilo que faz. Como qualquer um que trabalha, mas que reconhece que a vida está além do trabalho. Como alguém que pensa em deixar aquilo por ali e seguir em outras direções.
Normal serem feitas considerações, críticas, recomendações. Às vezes soam estranhas. Parecem não perceber a juventude da coisa. É tudo simples, pequeno, é o começo. Não era pra ser um palácio, será que perceberam? É uma casa singela, de gente humilde, honesta. De gente que mistura suor, lágrimas, esperanças e desilusões nas entrelinhas. Ah, se a formalidade permitisse abrir o coração.
Críticos. Talvez demais, talvez não. Talvez a vida seja assim. Talvez os homens sejam assim. Talvez nem todos...
Ecoam as considerações. São contribuições, aprendizados. Tão bom aprender, né? Certas coisas a gente não esquece jamais.
Ah, vida...
Normal serem feitas considerações, críticas, recomendações. Às vezes soam estranhas. Parecem não perceber a juventude da coisa. É tudo simples, pequeno, é o começo. Não era pra ser um palácio, será que perceberam? É uma casa singela, de gente humilde, honesta. De gente que mistura suor, lágrimas, esperanças e desilusões nas entrelinhas. Ah, se a formalidade permitisse abrir o coração.
Críticos. Talvez demais, talvez não. Talvez a vida seja assim. Talvez os homens sejam assim. Talvez nem todos...
Ecoam as considerações. São contribuições, aprendizados. Tão bom aprender, né? Certas coisas a gente não esquece jamais.
Ah, vida...
domingo, 22 de dezembro de 2013
Foi demais
Em todos os sentidos, posso dizer que esse ano foi demais. Coisas demais, sentimentos demais, atividades demais, cansaços demais, tristezas e decepções demais. E, se tudo isso já não bastasse, ainda me sobraram tarefas a fazer. Tarefas que devem ocupar meus próximos dias e também esse período entre o natal e o ano novo. Certamente não será um período tranquilo. Mas sei, também, que será um período de ajustar os ponteiros e alinhar o próximo ano...
Fora tudo que me cansou, ainda teve tudo aquilo que me fez mais feliz. Abraços e afetos, o carinho de pessoas queridas e até mesmo e-mails e recados de pessoas que nem conheço. Tudo isso foi demais, poucas vezes me senti tão querido. Foram atitudes que fizeram meus dias mais completos e que me fizeram perceber o tanto de gente especial que existe por aí. Gente que nos faz bem, gente que chega com um cafuné justamente quando estamos mais precisando. Tem como agradecer? Quisera eu ter palavras e um abraço tão grande pra retribuir tudo isso.
No fim, como resumo, acho que posso dizer que sobrou por aqui alguém mais próximo de si, e também alguém doido por um 2014 mais tranquilo, com menos chateações e muito mais prazeres. Que assim seja, não só pra mim, mas pra você também.
Fora tudo que me cansou, ainda teve tudo aquilo que me fez mais feliz. Abraços e afetos, o carinho de pessoas queridas e até mesmo e-mails e recados de pessoas que nem conheço. Tudo isso foi demais, poucas vezes me senti tão querido. Foram atitudes que fizeram meus dias mais completos e que me fizeram perceber o tanto de gente especial que existe por aí. Gente que nos faz bem, gente que chega com um cafuné justamente quando estamos mais precisando. Tem como agradecer? Quisera eu ter palavras e um abraço tão grande pra retribuir tudo isso.
No fim, como resumo, acho que posso dizer que sobrou por aqui alguém mais próximo de si, e também alguém doido por um 2014 mais tranquilo, com menos chateações e muito mais prazeres. Que assim seja, não só pra mim, mas pra você também.
terça-feira, 19 de novembro de 2013
Aquele do cavalo branco
Sabe aquele ali tentando abraçar o mundo com os olhos fechados?
Sou eu tentando disfarçar o coração apertado; o nó na garganta; os olhos de cansaço.
Sou eu tentando disfarçar o coração apertado; o nó na garganta; os olhos de cansaço.
sexta-feira, 1 de novembro de 2013
Na volta que o mundo dá
Com o tempo, foi dando uma coisa em meu peito, um aperto difícil da gente explicar...
Sabe, um dia hei de encontrar as palavras que expressam minha gratidão por essas músicas que nos tocam e nos consolam devagarinho. Mas enfim, enquanto esse dia não chega, fico por aqui cantarolando com a Mônica: saudade, não sei bem de quê... tristeza, não sei bem por que...
Tá vendo ali no ar? Sou eu...
Sabe, um dia hei de encontrar as palavras que expressam minha gratidão por essas músicas que nos tocam e nos consolam devagarinho. Mas enfim, enquanto esse dia não chega, fico por aqui cantarolando com a Mônica: saudade, não sei bem de quê... tristeza, não sei bem por que...
Tá vendo ali no ar? Sou eu...
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