terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Ai ai

Senti seus olhos procurando os meus. Estremeci. Era tudo o que eu queria. Tinha ido até lá só por sua causa. Por um momento não ouvi mais a música. Meus olhos devem ter brilhado tanto que todos devem ter reparado. Já tava entregue há dias... Seu sumiço havia me angustiado tanto que aquele encontro era como uma redenção. Sorri, constrangido. Tentava disfarçar meu nervosismo e todo meu sentimento. Sem pensar duas vezes, fui em sua direção. Cumprimentei tenso ainda, não sabia se havia sentido minha falta também... Meio sem saber o que fazer, decidi beber. Disse que iria até o bar... Não esperava sentir sua mão um pouco acima da minha cintura logo após me virar. Me arrepiei. Reparei no seu sorriso malicioso e fiz o que sei que adora. Beijei seu pescoço enquanto preenchia minhas mãos com seu corpo. Nesse momento, eu era o homem mais feliz do mundo.

domingo, 18 de janeiro de 2009

Suspirando acordado

Não como, nem estudo
Não durmo, nem quero nada

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Bem pra mim

Não tava na sorte do meu orkut, mas gostei mesmo assim.

'Se você não quer que os outros saibam, não faça'.

Concordei.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

100% nada

Ressaca pegando. E as idéias estão embaralhadas, assim como meu estômago :/

O que ocorre é que nem tudo acontece da forma que a gente espera. A gente se passa, a gente erra, a gente bebe, a gente confunde todos os sentimentos, a gente se expõe.

O problema é que não gosto. Não gosto de me expor. Não gosto de rótulos. Não gosto de pessoas ortodoxas. Não gosto de levantar bandeiras. Não gosto de chamar atenção. Não gosto, não gosto, não gosto.

Talvez esteja parecendo que sou um zé ninguém. Ou um alguém sem opinião nenhuma, sem autoestima. Não acho, sinceramente, que seja o caso. O que acho é que sou volátil e isso incomoda algumas pessoas.

Elas têm dificuldade de aceitar isso. Todas elas querem uma posição, uma opinião, uma atitude. E tudo que não quero, é dizer alguma coisa agora e me contradizer daqui 5 minutos. Logo, é melhor ficar quieto.

Até porque, não adianta fugir, nem mentir.

Fato é que nem tudo depende só da gente. Estamos continuamente nas mãos dos outros. Nos resta fazer o melhor e esperar que os outros também façam. Amém ;]

Noite de verão

O reino animal inteiro transando nesse momento.

E eu aqui, escrevendo essas bobagens.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

E assim a gente vai

Sei lá porque, mas não consigo ficar brabo com as pessoas que gosto. O sentimento não dura. Por mais que tente não falar, não dar oi, não olhar, é impossível. Eu olho, eu falo, eu cuido. Afinal de contas, eu gosto.

Não faço idéia do porque não consigo guardar esses sentimentos. Talvez porque me sinta culpado, em todas as situações, mesmo que não seja. Sô masoquista mesmo. Acaba que fico chateado. Talvez minha sensibilidade seja acima da média sim. Mas minha capacidade de desculpar e perdoar também é.

E vamo ;]

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Me ajuda a encher?

Pois então, o menino dourado voltou. Não muito diferente do que fui, mas voltei. E, preciso reconhecer, apesar da (muita) chuva, foi bom. Sundown 15, sempre.

Fato é que é bom mesmo ver tudo de longe, é bom se isolar um pouco, é bom virar o ano próximo ao mar, é bom estar com a família, é bom repensar algumas coisas, é bom repensar algumas amizades, é bom se aproximar de quem a gente gosta, é bom se afastar daquelas pessoas que não nos fazem bem, é bom. Foi bom. E, como tudo que é bom acaba, acabou.

Deu até pra fazer um balanço de 2008.

De fato, o final de ano é o melhor momento para se fazer esse tipo de coisa. Nesse ponto não sou diferente dos demais, sou bem comumzinho mesmo.

Deu pra perceber o quanto o ano que passou foi diferente. Pessoas diferentes, lugares diferentes, um eu diferente. Depois de um primeiro semestre ótimo, em todos os sentidos (acadêmico/psicológico/monetário/emocional/sexual/sentimental), veio um segundo semestre péssimo. O porquê? Deve ser eu mesmo. Sei lá, acho sim que as coisas se compensam. E, sinceramente, acho que agora zerou. Enquanto isso, eu faço o que posso aqui em cima dessa corda bamba. O equilíbrio é fundamental.

No fundo, funciono como uma espiral mesmo. Como se tivesse voltando sempre ao mesmo ponto, só que um pouco acima. Impossível não ficar meio tonto. É a experiência, é a minha cabeça, é o meu corpo se transformando. Todo dia. É a minha barba crescendo, são os meus cabelos brancos que - tenho certeza - logo aparecerão.

Verdade é que a vida é uma loucura mesmo. E aqui eu vou sobrevivendo, agarrado numa bóia, flutuando num marzão. Sentindo o sol me queimando, me deixando marcas e manchas, enquanto vô crescendo e aprendendo. Cegado pelo sol que me alimenta e me envelhece, que me hipnotiza e me energiza. Que eu olho e me deixa vendo tudo branco.

Posso parecer monótono, ou vazio, ou perdido, mas é assim que eu sinto. Um menino, um homem. Aqui eu tava e aqui eu fico: boiando num marzão, agarrado numa bóia chamada esperança.